sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Futebol Brasileiro é Casa de reabilitação e Lar de idosos?


Casa de reabilitação e lar de idosos, o que isso tem a haver com o Campeonato Brasileiro? Em uma animada conversa sobre futebol, regrada a cerveja e uma boa carne, surgiram alguns temas polêmicos, mas o que mais me interessou foi a repatriação de jogadores pelos nossos clubes. Ronaldo, Fred, Adriano e Ricardinho, são apenas alguns exemplos de jogadores que retornaram ao nosso país nessa temporada.. A discussão se baseou na contribuição que estes jogadores estão dando ao futebol brasileiro, alguns dizem que a presença desses “medalhões” enriquece o nosso campeonato e deixa o nosso futebol em evidência, outros dizem o contrário, que é o futebol brasileiro que contribui para carreira desse s jogadores. Os que defendem a repatriação apontam Ronaldo e Adriano como exemplo de superação, e defendem a volta de jogadores experientes como Ricardinho, dizendo que eles trazem uma bagagem muito boa aos jovens talentos. Mas os que são contrários a importação, dizem que os jogadores que estão mal no futebol do exterior usam o Campeonato Brasileiro como uma espécie de “Casa de Reabilitação”, para tentar reconquistar o futebol perdido e voltar novamente ao mercado internacional, já os “vovôs” do futebol usam o Campeonato como um “Lar de Idosos”, pois quando percebem que não são mais competitivos ou prestigiados, decidem retornar para continuar ganhando suas pequenas fortunas e estamparem as capas de jornais e revistas. Mas como eu não queria perder a cerveja, a carne e nem os amigos, resolvi me manter em cima do muro, afinal discussão de boteco, sempre acaba em letra de samba.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Mistério da Camisa 10

Ao ver as últimas atuações de Messi pela Seleção Argentina e pelo Barcelona, não pude evitar as comparações. Ronaldinho e Messi, o que eles tem em comum? Bem, que os dois são craques do futebol mundial, isso é indiscutível, que são latino-americanos também é fato, que são celebridades e faturam milhões com o futebol, todos sabemos, mas há uma coincidência que me deixa meio assustado, a Camisa 10 do Barcelona. Acho que a mística camisa do time espanhol exerce alguma “influência cósmica” sobre esses jogadores, pois não existe outra explicação para uma queda tão repentina no desempenho, nem para as belas atuações no clube e as horríveis exibições nas seleções. Habilidade e inteligência tática eles possuem, o talento para jogar futebol eles não perderam, então qual é o motivo para que o atual e o antigo Camisa 10 do Barcelona tenham caído tanto de rendimento? Se os técnicos não conseguem explicar e os jogadores não conseguem resolver, acho que está na hora de uma boa sessão de descarrego ou no mínimo um bom banho de sal grosso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A males que vem para o Bem

Hoje vou usar um ditado popular para tentar expressar o meu pensamento. “ A males que vem para o bem”, inspirado nesse dito vou exemplificar algumas quedas que serviram para reerguer alguns gigantes, que estavam adormecidos no nosso futebol. Nos últimos anos venho notado que se tornou comum a queda de um time tradicional para a segunda divisão, mas também percebi que ao jogarem a Série B do nosso campeonato, esses clubes voltam de maneira diferente, e com uma visão diferente. E pelos resultados da segundona, acha que a sina irá continuar, pois o Vasco, que já esta praticamente garantindo na Série A do próximo ano, também demonstra como Corinthians, Palmeiras, Grêmio e Atlético Mineiro, que amadureceu após a queda. Por outro lado times que escapam do rebaixamento por detalhes, como o Fluminense no ano passado, não conseguem se firmar no ano seguinte e acabam apenas adiando o descenso, por isso não vejo o rebaixamento como um bicho de 7 cabeças, é claro que nenhum time deseja aprender a lição de maneira tão drástica, mas para aqueles que insistem em não fazer corretamente a lição, um ano na Série B é uma boa maneira de corrigir os erros e tentar ser Campeão Brasileiro, mesmo que seja da Segunda Divisão.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Goleiro, Profissão Perigo

Realmente não entendo como alguém escolhe ser goleiro, quando crianças sempre colocamos os menos habilidosos no gol, aquele que ninguém quer no time, aquele que na hora da divisão é sempre o último a ser escolhido, por isso me assusto quando alguém me diz quer ser goleiro. O goleiro é o primeiro a chegar e sempre o último a sair, é o mais exigido no treinamento, e na maioria das vezes o menos reconhecido por seu trabalho, o goleiro também é o estraga prazer da festa, pois a sua missão é impedir a alegria maior do futebol, o gol. Ao contrario dos demais jogadores, que podem passar o jogo inteiro errando, e em um único lance de acerto tornar-se heróis, ao goleiro fica totalmente proibido conjugar o verbo errar. È verdade que temos verdadeiros ídolos em baixo das traves, casos de Rogério Ceni e Marcos, mas não é por serem ídolos que são menos comprados, ao contrário, pois quando falham, as glorias que conseguiram no passado são facilmente esquecidas e eles são crucificados, por isso que aconselho os Srs. Pais a dizerem aos filhos que pretendem ser goleiros, que mudem de idéia, e para desestimular os que persistem em ajudar no sonho dos filhos de vestir a camisa numero 1, se ponham no lugar do pai do goleiro do Fluminense.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Acelera Rubinho

Dizem que um campeão não se conhece apenas nas vitórias, e começo a concorda com esta teoria. A medalha de ouro, a taça de campeão, o lugar mais alto no pódio, a execução do Hino Nacional, tudo isso emociona o vencedor e contagia o espectador, mas e aquele que esta um degrau a baixo, aquele que muitas vezes faz muito mais do que podia fazer para alcançar o seu objetivo e não consegue, será que ele também não é um vencedor? Há outra teoria, que diz: Que o segundo colocado é o primeiro derrotado, não concordo com isso, mas nossa criação nos leva a pensar que se você não for o primeiro não é bom. Ontem ao ver Rubinho ganhar aquela corrida, enxerguei um campeão, não pela vitória, mas sim pela trajetória, pois se você olhar o currículo de Rubinho vai ver que ele é o recordista de participações em Grandes Prêmios, e que mesmo apesar de ser um veterano e ter dirigido ótimos carros, possui apenas 11 vitórias, e nunca foi campeão da categoria., mas ao ver a emoção dele ao ganhar, o otimismo que sempre foi marca registrada do piloto e o desejo de continuar correndo, percebo que ser campeão é muito mais do que ganhar coisas, ser campeão é não desistir dessas coisas, mesmo que tudo e todos estejam contra e você, e que você pense que está na contramão do sucesso, não pare, não desista. Rubinho nos dá esse exemplo: Devagar e sempre, pois mesmo que demore uma hora você chega.
Tico Silverio.

domingo, 13 de setembro de 2009

Nada de Circo e Pão


A paixão pelo futebol é um fenômeno mundial, nos quatro cantos do mundo o esporte tem seus fieis, que como pelegrinos seguem seu time, jurando devoção e fidelidade, mas esse amor, muitas vezes cego, faz do futebol trampolim para aproveitadores e calmante para climas tensos. Por quantas vezes vimos políticos usarem o futebol para tentar se eleger, para transformar situações adversas e se aproximarem mais do povo? Por quantas vezes fomos testemunhas do uso do futebol como válvula de escape para crises, econômicas, sociais e políticas? E quantos tentaram entreter a população com o esporte, para que ela se esquecesse de conflitos, lutas e guerras?
A muito tempo a força maior do futebol já percebeu que a associação entre futebol e outras, como política e religião é altamente perigosa, por isso trata com rigor qualquer tipo de divulgação associada ao esporte, mas o poder da FIFA se restringe a eventos por ela supervisionada. Sendo assim, no dia a dia do futebol é comum assistimos políticos circulando pelo esporte e esportistas se transformando em políticos, graças a notoriedade adquirida nas quatro linhas. Então o que nos resta é o nosso julgamento, e a sabedoria  de separar a emoção da razão, e não deixar que novamente sejamos iludidos com Circo e alimentados com pão.