O futebol esta recheado de jogadores que odeiam treino, concentração e coletivo, e que se pudessem aboliriam estes recursos do futebol. Dá até para entender o ponto de vista de alguns deles, que recorrem a milhares de exemplos para explicar as suas teorias. Dizem que não precisam treinar todos os dias ou se concentrarem na véspera de jogos para que o seu futebol flua. E que talvez só continuem a treinar ou se concentrar para justificar os milhões que recebem, e para mostrar seu empenho e dedicação aos torcedores. Um jogador que não gosta de treinos, mas quer jogar todas as partidas eu entendo, mas agora um jogador que pedi para não jogar, isso sinceramente eu não engulo. O caso Fred é um claro exemplo disso, o time do Fluminense, que está com um pé e meio na Segunda Divisão, e que precisa da ajuda de todos os santos para se livrar do rebaixamento, não pode contar com sua maior esperança de gols, pois ela pediu para não jogar. Cadê o comprometimento e o respeito ao torcedor? E aí que vemos a falta de amor ao time, a camisa, pois se o jogador realmente vestisse a camisa do clube, ele iria querer jogar em qualquer situação, seja brigando pelo titulo ou fugindo do rebaixamento. Então, jogador que não quer treinar eu aceito, mas aquele quer não quer jogar, tem que levar umas chineladas.
Engraçado como uma simples ida ao parque nos faz refletir. Ontem, um belo dia de domingo, resolvi dar uma corridinha no parque, para tentar manter a “boa” forma física. Mas depois de alguns minutos(25min. para ser exato) decidi descansar, então parei enfrente a uma quadra, onde algumas crianças jogavam futebol. Fiquei ali admirando como esse esporte nos fascina desde a infância, mas após alguns instantes vi algumas coisas que me chamaram a atenção. Primeiro, notei que a maioria dos garotos usavam camisas do Real Madrid, Barcelona, Chelsea e Milan, e os poucos que estavam com camisas de times nacionais, usavam aquelas antigas, que o irmão mais velho vestia quando era menor. Outra coisa que me deixou impressionado, era quando os garotos faziam belas jogadas, dribles, tabelinhas e gols, e gritavam os nomes de Messi, Cristiano Ronaldo, Drogba, Tevez, mas quando a jogada era ruim, erravam os gols ou a bola batia na canela, eles gritavam: Marcão, Ronaldinho, Ruy, Washigton. Confesso que fiquei meio confuso, pois no meu tempo queríamos ser o Romário, Bebeto, Edmundo, Evair, até o Viola, e hoje o chamado país do futebol, tem como ídolos infantis os jogadores estrangeiros. Sei que o futebol mudou, e hoje temos a globalização, e o acesso fácil ao que acontece no mundo. Tudo isso pode ter influenciado essa mudança de atitude, mas o que não entendo, é porque querermos ser Messis, Drogbas e Cristianos, se o mundo inteiro fala que temos os melhores jogadores do mundo?
Em tempos que as grandes contratações são moda no futebol mundial, o Arsenal vai à contramão dessa tendência. O clube treinado por Arsene Wenger, que completou 13 anos a frente do clube Londrino, aposta em jovens contratações e em talentos revelados em casa. O time que pelo terceiro ano consecutivo manteve um crescimento considerável em seus lucros, possui uma filosofia diferente da maioria dos chamados grandes da Europa. Clubes como Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Manchester United, Milan e agora Manchester City, são famosos por suas milionárias contratações, e por muitas vezes deixam suas contas no vermelho para investir fortunas em jogadores. Wenger nunca foi um grande empreendedor quando se trata de gastar em contratações, e parece que irá continuar assim, já que o técnico declarou que esta satisfeito com seu elenco e não pretende fazer nenhuma contratação milionária na próxima janela de transferência. E o técnico parece ter razão em sua convicção, pois o Arsenal vem crescendo muito como time, e apesar de ter jogadores como Cesc Fabregas e Van Persie, a grande estrela do clube é o seu conjunto. Um time que joga compacto tanto na defesa como no ataque e que pode dar muitos anos de alegria aos torcedores, já que a média de idade do time é baixíssima. E para mostrar na prática o que falei, não há melhor exemplo do que a exibição de gala do Arsenal na vitória sobre o Blackburn neste domingo. O time goleou por 6 x 2, com gol de 6 jogadores diferentes. Provando que o melhor investimento nem sempre é o mais caro.