quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comprometimento x Técnica

Muitos foram os que criticaram quando o auxiliar técnico da seleção brasileira, Jorginho, disse que futebol hoje é mais comprometimento do que técnica, mas se olharmos o momento atual do futebol, talvez tenhamos que concorda com ele. É claro que craques como Ronaldinho e Riquelme, deveriam ser nomes certos em qualquer clube ou seleção do planeta, pois são jogadores fora de serie e de uma técnica rara nos dias atuais, mas o futebol segundo alguns, “evoluiu” e não se pode jogar apenas na dependência de jogadas individuais ou momentos geniais de um ou outro jogador. Para se ter um time competitivo é preciso aliar a técnica, preparo físico, um bom comando, condições de trabalho, salários em dia e comprometimento, o que na minha opinião tem faltado e muito a diversos jogadores. O que dizer de Felipe Melo, que não é nem um gênio e que nos últimos tempos nem comprometido vem sendo, ou o Gilberto, que depois de ter ganhado uma chance de ouro, ao voltar a seleção, demonstra que comprometimento não esta sendo um dos seus atributos. E não adianta falar que estes jogadores não estão bem nos clubes, mas que na seleção tem um comportamento indiscutível, o clube é o lugar onde o jogar “treina” para jogar na seleção, é lá que o Dunga pode ver como ele esta, então se ele não esta bem lá, qual é a mágica que vai transformá-lo na seleção? Então se o comprometimento é a qualidade que o futebol atual busca em um jogador, não podemos ter um peso e duas medidas, pois não dá pra ser 50% comprometido, ou comprometido aqui e desligado lá.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Esqueceram de mim!

Como anda o Luxemburgo?
Tido por muitos como o melhor técnico do Brasil, campeão por várias equipes, ex-comandante do poderoso Real Madrid, ex-treinador da Seleção Brasileira, um estrategista nato, esses são os atributos de Wanderley Luxemburgo. Mas como estará este técnico de currículo tão extenso e vitorioso? Acostumamos a ver Luxemburgo nas manchetes e nos noticiários esportivos, seja por suas vitórias, suas declarações ou mesmo por casos extra-campo, porém ultimamente as notícias sobre o treinador tem se tornado raras e pouco sabemos sobre o vaidoso Wanderley. Agora treinando o Atlético-MG e disputando o campeonato das Minas Gerais, que não tem a mesma tradição, muito menos a repercussão de um campeonato paulista ou carioca, o pouco que sabemos sobre ele, vem através do seu blog ou de mensagem postadas no Twitter. Mas imagino que esta “exclusão da mídia” é um fato que também deve incomodar Wanderley, pois mesmo o Atlético-MG sendo um clube do primeiro escalão do futebol brasileiro e de uma torcida enorme, nos últimos anos tem sido um mero coadjuvante do ator principal, o seu rival Cruzeiro, e por isso não tem dado a possibilidade de Luxemburgo estar nas manchetes, pois sempre montando times medianos, o máximo que acontece com o Atlético, é disputar as finais do mineiro e ver a taça ficar na Toca da Raposa. Fiquei imaginando como ele deve ter ficado, quando o Santos começou a se destacar na mídia com a nova geração dos “Garotos da Vila”, garotos que ele mesmo ajudou a lapidar, e com a volta de Robinho, que chamou a atenção da imprensa mundial. É engraçado ver que enquanto os olhos do mundo se voltam para onde ele saiu, Wanderley segue como os mineiros, comendo quieto, mas tão quietinho que nem é notado.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eles voltaram bem ou fizeram bem em voltar?

Como analisar o retorno dos craques?
A moda no futebol brasileiro é a volta de jogadores que não estavam vivendo bons momentos no exterior. Eles dizem que jogar no seu país, próximo a família, ajuda no rendimento dentro de campo. Mas fica a pergunta, será que a mudança de ambiente é a única responsável pela volta do bom futebol desses jogadores? Fred, que estava desaparecido na França, voltou e tornou-se um o craque do Fluminense e um dos principais jogadores do Brasileirão 2009, Adriano também mudou sua atitude, tanto dentro quanto fora de campo, e o resultado foi a artilharia do último Campeonato Nacional, e Robinho, que estreou no clássico deste domingo contra o São Paulo, voltou a fazer o que não vinha fazendo há tempo no City, jogar futebol. Mas existi algo além do conforto do lar e o carinho da família para explicar o sucesso que estes jogadores fazem aqui em oposição ao fracasso de lá. O futebol do exterior, principalmente o europeu, exige do jogador aplicação e um profissionalismo impecável, e em muitos casos os jogadores brasileiros não se adaptam a essa cultura, pois diferentemente daqui, onde se eles não treinarem e resolverem no fim de semana esta tudo bem, na Europa mesmo as grandes estrelas precisam cumprir ordens, o que não agrada a vaidade de certas estrelas brasileiras. Há também o nível técnico e a pegada, pois apesar de ser um defensor do futebol brasileiro e acreditar que temos o melhor futebol do mundo, ainda não podemos comparar a estrutura do nosso campeonato a de campeonatos como o inglês, italiano e alemão, onde apesar do respeito ao futebol tupiniquim, os zagueiros não esperam 7 ou 8 pedaladas para chegar no atacante. Por isso, fica ai uma dica para quem esta em uma fase ruim na Europa, volte e aproveite os campeonatos estaduais e até mesmo o brasileiro para reestruturar sua imagem e retornar para Europa com status de craque novamente.