segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bom de bola, ruim de papo

Bons e maus profissionais existem em todas as áreas, cada um com sua maneira de trabalhar, há uns que nos agradam e outros nem tanto, e a grande diferença esta na qualificação, e no conhecimento daquilo que se faz. É lógico que existem exceções a regra, a profissionais que possuem talento maior que qualquer qualificação, porém existem coisas que não se aprende por osmose, tem que ter conhecimento e pronto. Bem, e o que isso tem a ver com o esporte? È evidente o crescimento de ex-atletas na função de comentarista, e acho isso importante, pois eles têm a vivência, e o dia a dia, enquanto os jornalistas muitas vezes se limitam a parte teórica. Mas o que eles ainda não perceberam é que só a experiência não é suficiente, eles precisam se preparar, afinal estão falando a milhões de pessoas, e seus comentários podem ter influência na vida de muitos. Ser um atleta famoso, bem sucedido, não é sinônimo de um bom comentarista, e às vezes vendo a programação esportiva escuto cada absurdo, uma falta de coerência, de informação que me impressiona, e se não bastasses a infelicidade ao comentar, é comum a puxação de saco por partes dessas figuras, que sempre concordam com o narrador e suas atitudes. A minha reclamação não é em relação a ex-atletas comentando, ao contrário, quando bem informados eles enriquecem a programação com suas experiência, o problema é que nem todo craque com a bola, é bom de papo, não dá pra colocar um ex-jogador comentando, só pensando no Ibope, pois no final perdem todos, o comentarista que aos poucos vai apagando a imagem de craque e construindo a imagem de um “mal informado”, e também perdermos nós, que somos bombardeados com tamanho mal preparo.

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