sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Técnicos e jogadores, qual é a diferença?

Se a crise mundial vem causando uma recessão nos quatro cantos do planeta, parece que o Mercado da Bola não foi avisado, e as negociações milionárias foram destaques na última janela de transferência. E sendo o Brasil o país do futebol, o produto nacional vem sendo muito requisitado mundo a fora, e cada vez mais os nossos jogadores buscam esta alternativa, tanto para o sucesso profissional, como estabilidade financeira. Mas a procura por nossos talentos existe, por causa do sucesso dos que lá estão. Porém uma coisa me deixa curioso, o que diferencia o sucesso dos nossos jogadores e o fracasso dos nossos técnicos? Se dentro das quatro linhas somos requisitados em todos continentes, fora dela não é bem assim, tirando-se o futebol asiático, o resto do mundo parece não se interessar muito por nossos comandantes, e quando resolvem arriscar buscando figurinhas carimbadas como Felipão e Luxemburgo, não obtêm o resultado que esperavam. Quais serão os motivos? O idioma, que dificulta a comunicação entre comandante e comandados? A diferença tática entre o futebol brasileiro e o jogado fora do país? Sinceramente talvez seja uma união entre diversos fatores, mas a verdade é que o país exportador de jogadores ainda não consegue fazer seus técnicos brilhares com a mesma intensidade. Mas eu torço para que algum nome consiga mudar esse panorama, porque sem duvida alguma temos grandes profissionais no comando dos nossos clubes, e o futebol mundial vai descobrir isso, assim como aconteceu com os nossos goleiros, que antigamente eram vistos como “Mercadoria de Segunda”, no futebol internacional e hoje brilham no velho continente. O que não quero mais ver é essa balança do mercado da bola tão desequilibrada, pois não somos somente produtores de matéria-prima(jogadores), também possuímos os “industrializados”.

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